QUARTO DE MILHA

 

Origem da raça

A raça Quarto de Milha foi a primeira a ser desenvolvida na América. Ela surgiu nos Estados Unidos por volta do ano de 1600.

Os primeiros animais que a originou foram trazidos da Arábia e Turquia à América do Norte pelos exploradores e comerciantes espanhóis.

Os garanhões escolhidos eram cruzados com éguas que vieram da Inglaterra, em 1611. Os cruzamentos produziram cavalos compactos, com músculos fortes, podendo correr distâncias curtas mais rapidamente do que nenhuma outra raça.

Com a lida no campo, no desbravamento do Oeste Norte-Americano, o cavalo foi se especializando no trabalho com o gado. Nos finais de semana, os colonizadores divertiam-se, promovendo corridas nas ruas das vilas e pelas estradas dos campos, perto das plantações, com distância de um Quarto de Milha (402 metros), originando o nome do cavalo.

Em 15 de março de 1940, foi fundada a American Quarter Horse Association (AQHA), em College Station, Texas.

 

Origem da raça no Brasil

Tudo começou em 1955, quando a Swift-King Ranch (SKR) importou seis animais dos Estados Unidos para o Brasil, vindos de sua matriz norte-americana, a famosa King Ranch, no Texas, a maior fazenda dos EUA.

À medida que vários pecuaristas, banqueiros e homens de negócios tiveram a oportunidade de conhecer os animais Quarto de Milha, começaram a pressionar a SKR para que lhes vendessem alguns exemplares.

A companhia atendeu a poucos criadores, vendendo um número reduzido de potros.

Em 15 de agosto de 1969, foi fundada a Associação Brasileira de Criadores de Cavalo Quarto de Milha (ABQM), no Parque da Água Branca, em São Paulo (SP).

 

Padrão Racial

Padrão Racial para que um cavalo seja registrado na ABQM como cavalo da raça Quarto de Milha.

Aparencia: de força e tranquilidade. Quando não trabalhando, deve conservar-se calmo, mantendo a própria força sob controle. Na posição parado, mantém-se reunido, com os posteriores sob a massa, apoiando nos quatro pés, podendo partir rapidamente em qualquer direção.

Pelagem: admite-se que a pelagem do Quarto de Milha possa ser alazã, alazã tostada, baia, baia amarilha ou palomina, castanha, rosilha, tordilha, lobuna, preta e zaina. Não serão admitidos, para registro, animais pampas, pintados e brancos, em todas as suas variedades.

Andamento: harmonioso, em reta, natural, baixo. Opé é levantado livremente e recolocado de uma só vez no solo, constituindo-se no trote de campo.

Altura:  são cavalos cuja altura é, em média, de 1,50 m. São robustos e muito musculados.

Peso: 500 quilogramas, em média.

Cabeça: pequena e leve. Em posição normal, deve-se ligar ao pescoço em ângulo de 45º. Perfill anterior reto.

Faces: cheias, grandes, muito musculosas, redondas e chatas, vistas de lado; discretamente convexas e abertas de dentro para fora, vista de frente, o que proporciona ganachas bem mais largas que a garganta. Desta forma, a flexão da cabeça é muito acentuada, permitindo grande obediência às rédeas.

Fronte: ampla.

Orelhas: pequenas, alertas, bem distanciadas entre si.

Olhos: grandes e, devido ao fato de a testa ser larga, bem afastados entre si permitindo um amplo campo visual, tanto para a frente como para trás, ao mesmo tempo, com o mesmo olho.

Narinas: grandes.

Boca: pouco profunda, permitindo grande sensibilidade às embocaduras.

Focinho: pequeno.

Pescoço: comprimento médio. Deve inserir-se no tronco em ângulo de 45º porém, bem destacado do mesmo. Somente a JUNÇÃO entre o pescoço e a cernelha deve ser gradual.

O bordo inferior: do pescoço é comparativamente reto e deve destacar-se nitidamente do tronco assegurando flexibilidade.

O bordo superior: é reto, quando o cavalo está com a cabeça na posição normal.

Garganta: estreita, permitindo grande obediência às rédeas.

Musculatura: bem pronunciada, tanto vista de lado, como de cima. As fêmeas têm pescoço proporcionalmente mais longo, garganta mais estreita e desenvolvimento muscular menor. O Quarto de Milha, quando em trabalho, mantém a cabeça baixa, podendo, assim, usá-la melhor e permitindo ao cavaleiro uma perfeita visão sobre ela.

Tronco: da cernelha ao lombo deve ser curto e bem musculado: Não "selado" especialmente nos animais de lida. Isto permite mudanças rápidas de direção e grande resistência ao peso do cavaleiro e arreamentos. De perfil, é aceitável o declive gradual de 5º a 8º da garupa à base da cernelha. O vértice da cernelha e a junção do lombo com a garupa devem estar aproximadamente no mesmo nível.

Cernelha: bem definida, de altura e espessura médias.

Dorso: bem musculado ao lado das vértebras e, visto de perfil, com muita discreta inclinação de trás para frente. Tendo aparência semi-chata, o arreamento comum deve cobrir toda essa área.

Lombo: curto, com musculatura acentuadamente forte.

Garupa: longa, discretamente inclinada, para permitir ao animal manter os posteriores normalmente embaixo da massa (engajamento natural).

Peito: profundo e amplo. O peito visto de perfil, deve ultrapassar nitidamente a linha dos antebraços, estreitando-se porém, no ponto superior da curvatura, de forma a diferenciar-se nitidamente do pescoço. Vista de frente, a interaxila tem forma de "V" invertido, devido à desenvolvida musculatura dos braços e antebraços.

Torax: amplo, com costelas largas, próximas, inclinadas, elásticas. O cilhadouro deve ser bem mais baixo que o codilho.

- Membros Anteriores -

Epadua: deve ter ângulo de aproximadamente 45º, denotado, equilíbrio e permitindo a absorção dos choques transmitidos pelos membros.

Braços: musculosos, interna e externamente.

Antebraços: o prolongamento da musculatura interna dos braços proporciona ao bordo inferior do peito, quando visto de frente, a forma de "V" invertido, dando ao cavalo a aparência atlética e saudável. Externamente, a musculatura do antebraço também é pronunciada. O comprimento do antebraço é um terço a um quarto maior que a canela.

Joelhos:  vistos de frente são cheios, grandes e redondos; vistos de perfil, retos e sem desvios.

Canelas: não muito curtas. Vistas de lado, são chatas, seguindo o prumo do joelho ao boleto; vista de frente, igualmente sem desvios.

Quartelas: de comprimento médio, limpas, em ângulo de 45º, idêntico a da espádua, e continuam pelos cascos com a mesma inclinação.

Cascos: de tamanho médio, formato aproximadamente semi-circular, com talões bem afastados, sem desvios.

- Membros Posteriores -

Coxa: longas, largas, planas, poderosas, bem conformadas, fortemente musculadas, mais largas que a garupa.

Soldra: recoberta por musculatura bem destacada, poderosa.

Pernas: muito musculosas. Essencialmente importante é o desenvolvimento muscular homogêneo, tanto interna, quanto externamente.

Jarrete: baixos. Por trás, são largos, limpos, aprumados; de perfil, largos, poderosos, estendendo-se em retaaté os boletos.

Canelas: mais largas, discretamente mais longas e mais grossas que as anteriores. De lado, são chatas. São convenientes canelas mais curtas, tornando o jarrete mais próximo do solo, permitindo voltas rápidas e paradas curtas.

 

Fonte: www.abqm.com.br































 






 

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